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CASM REÚNE PRODUTORES, AUTORIDADES E PROFISSIONAIS AGRÍCOLAS DURANTE O 2º FRUTIFICA TURVOLÂNDIA

Um evento que valoriza e promove o cooperativismo, que abre as portas para os agricultores e que valoriza as produções familiares na região. Assim pode ser definida a segunda edição do Frutifica Turvolândia, promovida na manhã do último dia 7 (sábado), pela CASM (Cooperativa Agrícola Sul de Minas). Palestras e visitas técnicas trouxeram muitos conhecimentos aos participantes e deram a tônica do evento, que também proporcionou grandes negócios e aquisições através das empresas presentes com estandes de vendas e financiamentos.

O encontro começou às 7 horas, com o credenciamento e um delicioso café da manhã oferecido na recepção. Logo em seguida, por volta das 8h30, após a execução do Hino Nacional, dirigentes e membros da CASM fizeram a abertura oficial do evento. Em um breve discurso, o presidente da entidade, Cláudio Nagano, deu as boas-vindas a todos e falou um pouco sobre as motivações que os levaram à realização do Frutifica Turvolândia.

Logo depois, o gerente regional da Emater – MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), Glaidson Alves, explanou sobre a parceria entre a entidade que representa e a CASM e a importância desse tipo de evento para o agronegócio regional. “Primeiramente, é um grande prazer estar aqui com vocês. Gostaria de agradecer aos nossos representantes no município, pelo convite e parceria. Apostamos muito nessa parceria entre os setores público e técnico, pois acreditamos que ambos vão se fortalecendo. Estamos aqui para avançar com vocês. Espero que todos tenham um dia extremamente produtivo e a oportunidade de aprender muito mais do que o ensinado. Nossos colegas que aqui estão para palestrar assumiram a responsabilidade de trazer conhecimento, e tenho certeza que eles vão ensinar e aprender muito com vocês”.

Na sequência, o deputado estadual Rodrigo Lopes (União Brasil), autor de um projeto de lei que tramita na ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) e que confere ao município de Turvolândia o título de “Capital Estadual do Caqui”, também falou sobre o evento. “É uma alegria poder estar aqui com vocês, participando desse momento tão especial, e uma honra marcar presença nessa instituição, que, como cooperativa, já tem mais de trinta anos, e, como projeto, quase cinquenta. É muito bom ver uma cooperativa conseguindo manter viva essa cultura e levar alimentos de qualidade para as pessoas. Quando é dito aqui que as pessoas têm que gostar de gente, falamos muito isso na política e estendemos o conceito à agricultura também. Quem não gosta de pessoas não pode produzir alimentos para elas, pois cada vez que se vai produzir qualquer tipo de fruta, temos que pensar em quem vai consumi-las, e ter o mesmo carinho com elas. Se o agrotóxico não pode ir para a minha família, também não pode para as outras pessoas que vão consumir esse produto. E, cada vez mais, a agricultura tem avançado pelo equilíbrio na administração de produtos agrotóxicos. Isso tem sido muito importante, tem tido esse papel muito relevante. Quero deixar aqui meu compromisso de trabalho, de contribuição. Estamos aplicando recursos, em parceria com o deputado federal Rafael Simões, para promover o desenvolvimento em Turvolândia. E, mais do que isso, tive a oportunidade de entrar, na Assembleia, com um projeto de lei que reconhece Turvolândia como a Capital Mineira do Caqui. Embora tenha as demais frutas produzidas aqui, o caqui é o carro-chefe nessa questão de produtividade. O projeto está tramitando e a expectativa é de que, o mais rápido possível, a gente consiga tê-lo aprovado. Fico muito feliz de poder estar lá, dando a minha contribuição. Vim da roça e sei o que é o dia a dia da vida no campo. Costumo dizer que o homem do campo precisa mais de Deus do que qualquer outra pessoa, porque tem que rezar para chover, mas não pode chover muito. O frio é bom, mas se for demais também estraga a plantação. Se vier chuva de pedra, estraga a lavoura. O homem do campo tem uma indústria a céu aberto. E se chove, a gente, com certeza, tem dificuldade para ter trabalho diário. Então, tem que ter toda uma construção, e o cooperativismo é a linha essencial para que a gente consiga agregar valor ao produto e competir de maneira justa dentro do mercado. Acredito muito nisso. O que vocês fizeram aqui serve de exemplo para qualquer outra cooperativa que está nascendo agora. Acredito neste projeto e estou à disposição para somar. Contem com o nosso mandato. Parabéns pelo trabalho da cooperativa”.

Após os discursos, a reportagem d’O Douradense conversou com o presidente da CASM, Cláudio Nagano. Durante o bate-papo, ele falou um pouco sobre o evento e relembrou os caminhos percorridos pra chegar até o cenário atual, bem como os projetos que possuem para o futuro. “O Frutifica Turvolândia é um evento que fortalece a produção do caqui e de outras variedades no município. No ano passado, a gente teve a primeira edição e, em 2026, resolvemos intensificar os trabalhos para fazer algo maior e divulgar não só o caqui, mas outras frutas, como a atemoia, a pitaya, o abacate e a goiaba, que a gente cultiva também. Como o caqui é o nosso carro-chefe, marcamos o evento para o começo de fevereiro, a fim de divulgar e melhorar o nosso comércio, abrir novas portas, não só na região, mas no Brasil todo. Em 2025, o primeiro evento foi bem menor. Esse ano, a gente conseguiu agregar mais patrocinadores e produtores, graças a Deus. E está sendo muito bom. Independente do tipo de cultura, o produtor rural é batalhador, um vencedor, cheio de desafios, que merece todas as honras. É ele que move o Brasil. E um evento desse, via cooperativa, é extremamente importante, pois agrega muito nessa parte, principalmente para o pequeno produtor rural. Diante disso, viabilizamos algumas palestras e as direcionamos para o cooperativismo, a fim de   trazer conhecimento e consciência sobre o trabalho em grupo, que agrega valor a todos”.

Ainda conforme Cláudio, por ser uma cooperativa pequena, com penas 34 associados, o evento se torna ainda mais importante, já que abre portas para a chegada de novos integrantes. “Hoje, a CASM tem 34 cooperados. É uma cooperativa pequena. No início, eram só japoneses, como os nossos pais. Isso gerou uma dificuldade muito grande pra nós, porque não conseguimos manter uma cooperativa sozinhos, devido a essas restrições. Depois de um longo tempo, a gente começou a abrir as portas para novos cooperados, que não fossem apenas japoneses, e conseguimos agregar mais, chegando ao número de associados que possuímos atualmente. Com a chegada deles, muita coisa mudou. Antigamente, a gente fazia o processamento do caqui na cooperativa. Só que o pessoal, de uns 15 anos para cá, parou de fazer isso, começou a vender na roça, por causa de custos e tal, achando que era mais fácil. Mas, há cerca de três anos, voltamos a embalar na cooperativa aos poucos, porque a maioria estava acomodada, não queria fazer, mas a gente teve que mostrar ao produtor, ao nosso cooperado, que dá certo trabalhar através da cooperativa para agregar valor ao produto. Colocamos uma balança para pesar e passamos a vender por quilo, que, antes, era por caixa. Só isso já foi uma vitória muito grande pra nós, porque dá uma diferença enorme. Hoje, a gente está com 99% dos cooperados beneficiando o caqui no barracão. E a ideia é passar para outras culturas, porque a gente fez um investimento razoável justamente para agregar valor nos produtos dos cooperados”.

Enquanto o presidente da CASM conversava com a equipe d’O Douradense, no barracão principal do evento, o engenheiro agrônomo e especialista em Gestão de Negócios do Sistema Faemg/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Luiz Eduardo Gonçalves, ministrava a palestra “Cooperativismo empreendedor: a trajetória da produtividade e da sustentabilidade”.

Na sequência, o engenheiro agrônomo, mestre em Fitotecnia e especialista em Pós-colheita e qualidade de frutas da Emater, Deny Sanábio, ministrou a palestra “Fruticultura – panorama e perspectivas”.

Com todos os ensinamentos repassados, os presentes se organizaram e ocuparam as vans que os levaram em grupos para uma visita técnica a campo no Sítio Nagano, onde participaram de uma apresentação dos pomares de caqui, atemoia, pitaya e citros feita pelo proprietário Cláudio.

Participantes visitam fazendas em Turvolândia (Imagens: Tânia Alvarenga)

De volta à sede da CASM, o público presente encerrou a visita a campo no pomar de abacate dos produtores Márcio Takeshi e Hugo Massaru, sob as orientações de Cláudio Nagano e Marcos Tada. Depois, todos seguiram para o packing house (casa de embalagem) para acompanharem o processo de produção e de beneficiamento das frutas da região realizado pela entidade.

Para fechar o evento, os participantes degustaram um delicioso almoço no salão de festas da cooperativa, num momento de interação e networking entre todos.

Opinões

Ainda durante o evento, a reportagem d’O Douradense também falou com algumas autoridades presentes sobre a importância e relevância do 2º Frutifica Turvolândia para o município e região. E uma delas foi o deputado federal Junio Amaral (PL).

Membro da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, o político parabenizou os organizadores pela iniciativa e reforçou seu compromisso em atuar em prol da agricultura cooperativista na região. Sou muito próximo do agro e estou na Comissão de Meio Ambiente há dois anos, exatamente para evitar os radicalismos que, muitas vezes, travam o agronegócio e impedem os avanços que a gente tanto precisa para a alta produção. Recentemente, a gente conseguiu barrar um projeto que previa a proibição da Atrazina, um herbicida que é fundamental na produção de diversos produtos agrícolas. E, agora, a gente continua esse trabalho em 2026 no mesmo sentido, de impedir esses retrocessos para o homem do campo. Estamos empenhados e, hoje, com a satisfação de estar aqui nesse evento tão importante para a Turvolândia, a convite do meu amigo e vereador Igor Pereira, com o propósito de aprender um pouco mais sobre o ramo também. Além disso, desconheço outro município em Minas que tenha essa dimensão na produção do Caqui como Turvolândia. Então, nada mais justo do que tornar o município como essa capital. Na prática, pra mim, já é. Mas é importante a gente oficializar, até para poder voltar a atenção do Brasil inteiro para a grande produção que a cidade tem e a qualidade da fruta que aqui é produzida”.

Mesmo pensamento tem o vereador Igor. “Esse evento vem para reafirmar a grande força que Turvolândia tem no agronegócio. Nossa economia municipal e até do país giram em torno do agronegócio. Este segmento é muito importante para o Brasil, e alimenta parte do mundo. Turvolândia tem grande participação nisso. Embora sejamos uma cidade pequena, a nossa produção é muito extensa. Ser eleita a capital do caqui, através desse projeto que tramita na Assembleia de Minas, já que somos responsáveis por mais da metade da produção da fruta no estado, fortalece os produtores e o município. E não é só no caqui. A gente tem diversas frutas, somos um polo produtor de atemoia, pitaya, ameixa, pêssego, entre outras. Pretendo ir ao Ministério do Turismo e levar essa demanda para que Turvolândia se torne também um circuito das frutas. Acho que é muito importante a gente divulgar, valorizar nossos produtos, que estão no Brasil inteiro, e muita gente não sabe que saíram daqui, do Sul de Minas, de uma cidade pequena. Fico lisonjeado de estar aqui e em poder divulgar e apoiar o agro”.

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